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A avozinha da Trafaria

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"La Nonna - A Avozinha da Trafaria", do argentino Roberto Cossa, foi apresentada pelo GITT - Grupo de Intervenção Teatral da Trafaria na Mostra de Teatro de Almada de 2001. Nesta peça a sórdida La Nonna é uma metafórica avozinha: voraz e insaciável tudo come à conta da família cujos elementos vão morrendo. No fim, fica a velha sozinha continuando a comer a comer a comer... Também pelo cenário, grandes telões listados de cinzentos tons, colocava-se a pergunta se seria La Nonna uma personagem-símbolo dos brutais silos da Trafaria? Na primeira imagem vemos La Nonna já na cena final, julgo, depois de toda a restante família ter desaparecido. Na segunda imagem vemos Vítor Azevedo, histórico actor e encenador do GITT responsável também por esta encenação.  

A Boda da Incrível

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Aqui duas imagens de "A Boda dos Pequenos Burgueses", de Bertolt Brecht, levada à cena pelo Grupo Cénico da Incrível Almadense na Mostra de Teatro de Almada de 2000. Nos anos que se seguiram à sua revitalização em 1998, o Grupo Cénico da Incrível Almadense dirigido por Malaquias Lemos e contando com um largo grupo de notáveis actores, demonstrava grande vitalidade, uma clara demonstração da potencialidade social e artística do teatro amador, neste caso vindo de uma das nossas centenárias colectividades. Na primeira imagem vemos a onda de choque suscitada pela eloquente dança do Amigo do Noivo (o poeta João Vasco Henriques) com a Noiva (Geninha). Gosto particularmente da cara do Noivo (André Canhão, um actor fabuloso a que voltaremos com fotografias de "A Birra do Morto" também pelo Cénico da Incrível). Na segunda imagem novamente o Amigo do Noivo cantando picantes versos.   

H-ISTO, a dança na Mostra

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"H-ISTO", peça da Cláudia Dias, produzida pelo Ninho de Víboras, estreou na Mostra de Teatro de Almada de 2001 na então recém-inaugurada Casa Amarela, Centro Cultural e Juvenil de Santo Amaro no Laranjeiro, e circulava por vários dos seus espaços. A programação de dança contemporânea numa Mostra de Teatro provocou discussões acesas nas reuniões preparatórias. Havia quem defendesse que este tipo de trabalhos seriam híbridos e que por isso não deveriam ter lugar na Mostra de Teatro. Felizmente venceu a ideia de que a Mostra deveria ser, também, um lugar aberto a contaminações. Quanto a mim o percurso artístico da Cláudia Dias está para lá de catalogações. É acima um caso sério de rigor, vitalidade e de enorme consequência metodológica, estética e política. Podem comprová-lo esta quarta-feira, 8 de Novembro, no Teatro Municipal Joaquim Benite, onde a será apresentada a sua última criação, "Terça-Feira, tudo o que é sólido dissolve-se no ar". 

Cristo!

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"Cristo", a última criação de A Lente - Teatro de Aumentar (em 2000), o meu primeiro grupo. Na imagem Ângela Ribeiro, Maria João Costa e Margarida Botelho. Falta o Karas :) A encenação foi do Pedro Raposo, a cenografia da Catarina Pé-Curto, texto de Paulo Mendes. Sendo uma fotografia da última peça d' A Lente, facilmente poderia passar, pelo ambiente, por  uma fotografia de "O Marinheiro" de Fernando Pessoa, a peça inaugural do grupo. Isto se não faltasse nesta imagem o João Lizardo e os seus longos cabelos.

Cómica e marítima

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Duas imagens da "História Cómico-Marítima" apanhadas no decorrer da Mostra de Teatro de Almada de 2001 no Teatro Estúdio (Rua Serpa Pinto) se não me falha a memória. Esta apresentação terá sido no seu interior após a estreia ter sido no exterior, no pátio adjacente à sala. Na primeira imagem três dos cinco fundadores do Teatro Extremo: os actores Fernando Jorge Lopes, Paulo Duarte e Rui Cerveira. Faltam na imagem os outros dois: a produtora Sofia Oliveira e Mário Timóteo, actor que já não se encontra entre nós. Gosto particularmente da tensão do punho de Fernando Jorge Lopes que pouco amedronta Rui Cerveira que, já calmo, encontramos depois, na segunda imagem, a controlar a navegação. A primeira vez que assisti a uma peça do Extremo foi também a sua primeira criação: "Os Infernos da Barca", uma brilhante versão do "Auto da Barca do Inferno". Lembro-me de ter saído já tarde mais o Pedro Raposo do Festival de Teatro de Almada e fomos até à Lemaut...

O tambor da muda

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Amanhã começa a 21ª Mostra de Teatro de Almada. Parece-me um óptimo pretexto para reactivar o Teresa Sindicato , parado desde 2013. Com a ajuda de um digitalizador de negativos meio manhoso (que, ainda assim, consegue recuperar alguma da granulada personalidade da clássica película preto e branco "Kodak Tmax" 3200 asa ) irei publicar, nas próximas duas semanas, algumas das imagens que fiz para as Mostras de 2000 e 2001. As duas primeiras são da peça "Mãe coragem e seus filhos" de Bertolt Brecht, numa encenação de Joaquim Benite para a Companhia de Teatro de Almada. Na primeira imagem a actriz Maria Frade no papel de Kattrin, a filha muda. Durante a noite as tropas imperiais preparam-se para atacar à traição a cidade de Halle. Nos arrabaldes os camponeses apercebem-se disso mesmo, do triste destino daqueles que estão na cidade incluindo a Mãe Coragem. Perante a atrocidade iminente os camponeses limitam-se a rezar, esperando desta forma fazer com que alguma su...